No caminho para Belém, a Presidência da COP30 deixou claro que é hora de deixar de celebrar compromissos e passar a uma ação climática e oceânica concreta e conduzida localmente. A COP30 apresenta uma oportunidade crítica não apenas para garantir que as prioridades oceânicas e costeiras sejam totalmente reconhecidas na agenda climática global, mas para reconhecer que as metas de alto nível sobre ação oceânica, climática e biodiversidade são, em última análise, realizadas por meio de ações em nível local.
Em uma mesa redonda virtual pré-COP, líderes locais e indígenas, prefeitos e representantes comunitários se reuniram de toda a Coastal 500 e redes aliadas. Juntos, os participantes identificaram as principais necessidades, compartilharam exemplos de construção de resiliência liderada localmente e moldaram essa mensagem unificada para levar à COP30, garantindo que as vozes e prioridades costeiras sejam ouvidas nos mais altos níveis da tomada de decisões climáticas globais.
Liderança local em adaptação climática e conservação dos oceanos
Os líderes locais são fundamentais para traduzindo metas climáticas globais em resiliência comunitária tangível e restauração de ecossistemas. Líderes locais e ONGs identificaram as principais necessidades e prioridades que devem ser elevadas na COP30 para garantir uma ação climática e oceânica eficaz.
- Os participantes enfatizaram financiamento como a necessidade mais crítica de traduzir os planos locais de adaptação climática e resiliência em realidade, ao lado apoio aos meios de subsistência, capacitação técnica e mecanismos de financiamento acessíveis.
- Houve um forte consenso de que as ações locais devem ser específico do contexto e liderado por povos indígenas e comunidades locais para garantir relevância e eficácia. A transparência no financiamento e na responsabilidade foram destacadas como essenciais para criar confiança e garantir que os recursos cheguem às comunidades.
- A mensagem para os líderes globais deve reconheça as pessoas locais como impulsionadoras ativas da mudança, não como beneficiárias passivas. Foram feitos apelos para um maior reconhecimento e participação significativa dos governos locais e grupos indígenas nas negociações e no planejamento da COP30.
- ONGs e aliados são incentivados a trabalhar diretamente com governos e comunidades locais para garantir que os recursos e programas reflitam realidades e prioridades locais.
- Facilitando iParticipação presencial e maximizando as vozes dos representantes locais em vez de representação por procuração foi visto como vital para um engajamento autêntico.
Operacionalizando a liderança local e ampliando o impacto
A sessão destacou a importância de parcerias, sistemas e plataformas sustentados para ampliar a liderança local e aprimorar a ação climática oceânica. A ação e a liderança locais são cruciais para alcançar as metas climáticas e oceânicas, necessitando de plataformas inclusivas, recursos suficientes e parcerias colaborativas. Já passou da hora de reconhecer que as ambições climáticas globais devem ser realizadas por meio da liderança local, da proteção e restauração dos ecossistemas e da centralização das experiências das pessoas.
Há poder nas histórias locais. As perspectivas locais são o que tornará a ciência global acionável e manterá a esperança em meio à complexidade.
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